Finalmente anticrime é aprovado

Pacote foi aprovado hoje pelos deputados por 408 votos a favor contra 9

Dez meses de gestação.

É o que levou para ser aprovado o projeto anticrime, uma mistura dos projetos de Moro com os de Alexandre de Moraes.

O pacote que foi apresentado em fevereiro por Moro e pelo novo governo e enfrentou resistência desde o início, especialmente pela inclusão do caixa 2 como crime eleitoral.

Em acordo com Rodrigo Maia, que relutava, o trecho foi excluído e apresentado em outra pauta.

Concorrendo com a reforma da Previdência, prioridade do governo Bolsonaro, o projeto de Moro acabou sendo unificado com o de Alexandre de Moraes, mais antigo.

A pressão de Moro pela aprovação e a demora do processo na Câmara acabou irritando o ministro, que acusou Maia e parceiros de quererem adiar a apresentação indefinidamente.

O gordinho havia, antes, acusado Moro de fazer um copy/paste do de Alexandre.

No final, depois das tretas, o projeto acaba de ser aprovado e vai agora para o Senado.Das 88 propostas de alteração, 54 foram aprovadas.

Das 53 medidas sugeridas por Moro, 25 foram aprovadas.

De qualquer forma, o resultado para o combate ao crime é bem positivo.No texto final, uma das mais importantes mudanças é a que prevê a proibição da progressão de regime para criminosos ligados à organizações criminosas.

Vamos lembrar que as medidas de Moro separando os líderes das facções foi fundamental para a redução de homicídios e criminalidade que hoje se constata.

Outro ponto fundamental foi o resultado da votação: 408 votos favoráveis contra apenas 9 contra.O que significa que os deputados sentem o peso da pressão popular claramente.

Desde que consigam tirar o deles da reta -a criminalização do caixa 2 foi retirada, lembram?) andam ao lado do que quer o povo.

A prisão preventiva, que pode decidir o destino do embusteiro de Garanhuns também foi motivo de polêmica, naturalmente.

Agora, só poderá ser decretada se conter fatos novos e contemporâneos.

Mas vale.Reforma da Previdência é aprovada.

Pacote anticrime idem.

No jogo democrático, não se pode tudo.Aprovar qualquer projeto, com mudanças decorrentes da discussão faz parte.

O Brasil vai aprendendo.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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