O homem do controle social

Claudio Tonelli: Todas as pessoas têm o direito de ter a sua opinião e de defender o seu posicionamento político?

O advogado Luiz Fernando Martins Castro é membro do comitê gestor da internet (o CGI.BR).

Ele vem participando de vários eventos e defendendo a "regulamentação" das redes sociais e o "controle social" do whatsapp.

Recentemente, em entrevista numa rádio de abrangência nacional, afirmou que o whatsapp foi "o grande criminoso da eleição", e que criticar o sistema eleitoral é um comportamento de "ratos".

Isso não seria nenhum problema não fosse o fato de o Advogado - habitue de viagens à Cuba - fosse um dos representantes do Governo Federal perante o comitê gestor da internet no Brasil.

A respeito do Presidente da República e seus apoiadores, o causídico tem dito o seguinte:"A influência de mensagens falsas no resultado eleitoral dizem respeito ao público de apoio a Jair Bolsonaro” [SIC].

O lobista também tem afirmado que "Segundo Luiz Fernando Martins Castro, representante do Ministério das Comunicações no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o que mais preocupou o TSE foram os ataques contra a higidez das urnas eletrônicas"

Essa narrativa reforça todos os intentos de criminalização dos movimentos digitais independentes, e do próprio Presidente da República, em função de suas manifestações pela liberdade de expressão nas mídias sociais.

O referido advogado/conselheiro/lobista estaria utilizando a sua posição de representante do governo perante o comitê gestor da internet e o seu assunto dentro do conselho consultivo do TSE para retroalimentar a CPMI das Fakenews com dados do inquérito do STF, e vice-versa. Todos os atores do mundo político sabem que o objetivo dessa CPMI é atingir o Presidente da República e criminalizar o ativismo digital independente.

Em recente artigo tratando do tema, intitulado "De onde vem a narrativa que pretende derrubar o Presidente e prender conservadores?", o brilhante articulista Taiguara Fernandes, no portal "Senso Incomum", deixa clara uma explicação sobre as fontes da narrativa criminalizatória, chegando a abrir um tópico sobre o título "O que está acontecendo no Comitê Gestor da Internet?".

Ele também responde a essa pergunta com propriedade, quando explica que a resposta está no "manual globalista para controle das redes sociais"

Um dos objetivos desse movimento é, além de abastecer a CPMI das FakeNews, também "detonar" a recém criada Frente Parlamentar pela Contagem Pública dos Votos no Congresso Nacional, a qual contou com a assinatura de mais de 230 Parlamentares.

Como já dissemos, todos são livres para formularem e expressarem seus pensamentos.

Mas não é intelectualmente honesto usar um crachá de "governo" perante um órgão regulatório para urdir e propalar estratégias contra a base social desse mesmo governo.

Também não se pode aceitar que um organismo independente da sociedade civil seja colocado a serviço da censura nas redes sociais.

Constantemente bradando que o maior problema eleitoral do Brasil são os ataques contra as urnas eletrônicas (dos quais, segundo ele, o próprio Presidente teria participado), o referido advogado desconhece e ignora o direito de crítica ao qual todo tipo de sistema eleitoral deve ser submetido.

Confundir "crítica" com "ataque" é uma deturpação típica da escola cubana de guerra política, na qual o referido conselheiro parece ter lapidado a sua formação política.

Seria muito interessante que todas as viagens do "advogado/conselheiro" a Cuba fossem investigadas e esclarecidas.Por fim, em vários pronunciamentos e entrevistas, o advogado e dublê de conselheiro se vangloria de ter sido nomeado pelo próprio Gilmar Mendes para um certo "conselho consultivo" dentro do TSE, muito provavelmente a instância que está abastecendo as tentativas de criminalizar os veículos e articuladores da mídia independente, como o próprio "Senso Incomum".

Então é importante que a leitura desse texto deixe isso bem claro: Um advogado/conselheiro/lobista, que frequenta Cuba em circunstâncias suspeitas, é um dos Conselheiros para o TSE em assuntos de "controle social das redes sociais", na qualidade de representante do Governo Federal.

Independente disso, e das explicações a serem dadas para a Receita Federal, Polícia Federal, CGU (passagens para Cuba e etc), existe um fato político concreto:

O Governo Bolsonaro deve desvincular imediatamente qualquer pessoa que trabalhe contra os ideários do Presidente e de sua base de apoiadores.

Referências:

http://sensoincomum.org/2019/10/25/narrativa-derrubar-presidente-prender-conservadores/

https://www.ufg.br/n/111592-de-olho-nas-fake-news-mesa-redonda-discutiu-eleicoes

https://nic.br/noticia/na-midia/tse-aperta-cerco-contra-noticias-falsas/http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2017/Dezembro/especialistas-de-diferentes-setores-da-soc...

Claudio Tonelli

Administrador de empresas, ativista político e estudioso de fraudes eleitorais

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