Aos nobres deputados

A politicalha muito longe do verdadeiro Brasil

São Paulo, quinta feira, 3 da tarde.

Alguém passa debaixo do minhocão, em São Paulo, e resolve registrar uma imagem cada vez mais corriqueira por ali e que parece não incomodar mais ninguém.

Ali, nas ruas Major Sertório e Amaral Gurgel, barracas de moradores de rua se acumulam cada vez mais, surpreendendo a quem passa por lá de vez em quando.

Especialmente por essa ‘invasão’ ser inusitada numa região perto da Universidade Mackenzie, da Biblioteca Monteiro Lobato, Santa Casa de São Paulo ou da sede do Senac de São Paulo.

Convenientemente, áreas como essa são chamadas de favelas e colocadas bem longe dos olhos dos cidadãos que não sofrem com a miséria e a ausência de mínimas condições de sobrevivência.

Não é o caso.

Ali, a realidade cruel dos desassistidos e abandonados está exposta como uma ferida que ninguém quer ver.

Nem registrar, nem entender.

É uma imagem como milhares de outras, deste e de outros países.

Comum,corriqueira, talvez.

Mas, ao observar esse retrato triste,me veio a vontade, mais uma vez entre milhares, de dedicá-lo a quem rouba, pilha e vive num mundo bem longe dessa realidade cruel: a alienada politicalha de Brasília.

Hoje,mais que especialmente, aos pulhas que aumentaram o Fundão sem o menor constrangimento.

Que querem afanar dos cofres públicos mais 1,8 bilhão para as chamadas campanhas eleitorais que nada mais são do que uma enorme festa, um trem da alegria de propineiros sem vergonha na cara.

Escrever aqui que essa tonelada de grana mudaria pra melhor a vida de pessoas como essas da foto é um mero clichê batido.

Saúde, educação, moradia…

Foda-se, não é mesmo, senhores deputados?

Ou, quando observamos uma farsa bizarra como essa CPI das Fake News, com personagens deprimentes como frotas ou hasselmans, cujo único objetivo não é realmente contribuir em nada mas destruir o que os ameaça.

Alienados e imorais habitantes de uma ilha da fantasia, roem hoje as unhas com a mera perspectiva de que Bolsonaro repita a façanha de 2018 em 2022 nas redes sociais.

Assim, querem acabar com a liberdade nas redes.

Miseráveis absolutos de espírito e de caráter, não percebem o óbvio: não são as redes seu problema.

São eles próprios, que em sua ganância se esquecem de que ganham para servir o povo que desprezam.

Daqui pra frente, não haverá tábua de salvação para salvá-los do afogamento iminente.

Censura jamais deu certo, vide regime militar.

E não dará.

Que os senhores deputados tirem os burros da chuva.

Que joices e frotas esqueçam aquele ‘futuro brilhante’.

Agora é só decadência para esses tipos.

Porque agora, a depender do presidente eleito pelo povo e para o povo, é finalmente a hora de cuidar dessa gente sofrida.

Só assim se constrói um grande país.

Quando isso acontecer, um dia,fotos como essa serão raras.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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