O grandioso atentado

Barulho da esquerda é maior do que barulho de atentado

Não entendi.

Ouvi hoje o enorme alarido de figurinhas carimbadas da esquerda indignadas sobre um grande atentado contra o porta dos fundos.

Clarice Falcão esbravejando sobre o ‘ataque fascista’.

O pequeno ator Duvivier -aquele que interpretou o mini Jesus no filminho da Netflix- consternado e injuriado comparando o grandioso ataque ao massacre do Charlie Hebdo.

Ato contínuo,munido de toda a solidariedade que consegui juntar -afinal é natal- fui me informar sobre o monstruoso ataque para prestar minhas devidas condolências.

Confesso que o que mais me impressionou foi a declaração do mago marqueteiro Paulo Coelho (que chegou a sair do caixão onde dormita para se pronunciar) afirmando que, caso não investigado, o caso vai gerar um enorme caos social no país.

Aí não entendi mais nada.

Pronto a me deparar com imagens devastadoras, edifício em ruínas, bombeiros procurando pessoas entre os escombros -dada a comoção vermelha- eis que me deparo com o atentado: dois coquetéis molotov que curiosamente caíram no colo de um segurança: sujeito que impediu que causassem qualquer dano.

A esquerdalha esbravejou: Poderia causar um incêndio de proporções inimagináveis -tipo a Roma de Nero ardendo em chamas.

Poderia.

Sim, poderia também ser uma bomba de verdade.

Um disparo de canhão fascista.

Poderia ser também um raio caindo do céu sobre a cabeça do ex gordo Porchat e do anão que pretensiosamente provocou a ira divina com sua interpretação (que não vi).

Poderia não é foi, brothers.

Poderia ser também -e o anão não estudou direito essa parte da história- um atentado verídico, como o do Charlie Hebdo, onde doze jornalistas foram assassinados por terroristas islâmicos em 2015.

Não, Duvivier, não foram bombinhas no Charlie, foi um massacre com tiros de fuzil.

Tua comparação surrealista deve ter o mesmo nível de sua interpretação (que não vi).

Enfim, talvez tenha sido apenas uma piada.

Afinal, os humoristas do Leblon se acham engraçados, adoram fazer piadinhas com tudo.

Talvez seja a piadinha do ‘atentado fascista’.

Quem poderá dizer?

Afinal, tudo nesse grupo é duvidoso, meio esfumaçado.

Enfim, apenas por precaução, fica o conselho: falsa comunicação de crime também é crime, viu, galera?

E outra: atentado que se preze tem ao menos uma bombinha de São João estourando, mesmo que seja só pra assustar ninguém dentro de um prédio vazio em feriado.

Em tempo: lembrei daquele atentado ao Instituto Lula, parecido.

Será que foram os mesmos comediantes?

Lembrei também, idiota que sou, que verdadeiro atentado me pareceu o que Bolsonaro sofreu, uma facada traiçoeira que quase tirou sua vida e deixou sequelas durante meses a fio.

Será que os palhaços do Leblon sabem de alguma coisa que nós, otários, não sabemos?

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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