Easy Rider e a liberdade

Easy Rider foi talvez uma das maiores expressões da contracultura norte americana, em 1969.

Ele mostrava uma nova percepção da realidade, para além do pós guerra, e da euforia do capitalismo, anticomunismo e construção de uma sociedade politicamente correta.

Um diálogo que sempre me impressionou, desde 69, foi o de Jack Nicholson e Dennis Hooper:

Billy (Dennis Hopper): (...) O cara achou que a gente fosse matá-lo. Eles têm medo.”

George Hanson (Jack Nicholson): “Não têm medo de vocês, mas do que vocês representam.”

Billy (Dennis Hopper): “Cara, para eles só representamos alguém que deveria cortar o cabelo!”

George Hanson (Jack Nicholson): “Não. Para eles, vocês representam a liberdade.”

Billy (Dennis Hopper): “E qual é o problema? Liberdade é legal!”

George Hanson (Jack Nicholson): “É verdade, é legal mesmo…

Mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes.

É difícil ser livre quando se é comprado e vendido no mercado.

Mas nunca diga a alguém que ele não é livre…

Porque ele vai tratar de matar e aleijar para provar que é.

Eles falam sem parar de liberdade individual…

Mas, quando veem um indivíduo livre, ficam com medo.”

Ao que parece, o que valia para 1969 vale, talvez mais ainda, para hoje.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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