Podemos quer cheque especial matador

Partido vai contra redução de juros de Bolsonaro

Para o pobre cidadão comum, aquele mesmo que sua pra pagar impostos exorbitantes e não é um gênio em matemáticas ou cálculos financeiros, a redução da taxa de juros no cheque especial tem um significado prático e óbvio:

A medida de Bolsonaro obriga os bancos a reduzir os juros estapafúrdios de 14% para 8%, mensalmente.

Numa continha simples, que qualquer um entende, o sujeito que usa 1000 reais de crédito deixará de pagar 140 reais e pagará 80.

Por outro lado, para que a medida possa ser aplicada, foi necessária a criação da taxa de 0,25 % sobre o cheque especial acima de 500 reais.

Assim, sobre os mesmos 1000 reais, essa taxa significa um custo de 2,50 reais.

Contra uma economia de 60 reais.

O benefício -redução para 8% de juros- atinge todos os usuários e é de aplicação obrigatória.

O custo, apenas os usuários que tem cheque especial acima de 500 reais.

E é opcional, aplicam os bancos que quiserem.

Evidentemente, a continha parece simples para todo mundo.

Mas não é para o Podemos, que entrou com uma ADI -Ação Direta de Inconstitucionalidade- contra a medida, o que causaria a volta, evidentemente, dos juros de 14%.

Ou mais.

Claro que se percebe que a medida é benéfica para o parte da população -a maioria, cerca de 20 milhões- que tem cheque especial até 500 reais.

Mas isso não interessa ao Podemos, aparentemente.

O raciocínio enviesado dos gajos, semelhante à algaravia dos abutres do STF, é a de que o mundo não é perfeito, a taxa de 8% ainda é exorbitante -vejam só- e deveria acompanhar o Selic.

Só que, a depender de ações como a do Podemos, nesse caso, nada jamais mudará, e os bancos continuarão alegremente a espoliar o povaréu trabalhador.

Ignoram, ainda, que é o mercado que acaba impondo as condições e ações dos bancos.

A concorrência.

Bancos como Banrisul, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e BRB já afirmaram que não vão aplicar a tal taxa de 0,25%.

Essa reação do mercado também é ignorada pelo Podemos.

Estranhamente, essa ação é tomada por um partido que costumeiramente apoia Bolsonaro.

Como diria minha sábia avó, todo mundo é bacaninha até que se pise em seu calo.

O calo, no caso, parece ser o lucro -exorbitante- dos bancos, que querem manter.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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