Cracolândia em guerra

Tráfico de drogas em São Paulo: história sem fim

Ontem (15), em São Paulo, a cracolândia, região do centro de São Paulo, foi novamente sacudida por um confronto entre policiais, traficantes e usuários de drogas.

Apesar da ação oportunista e cinematográfica do homenzinho que hoje é governador do Estado, há algum tempo, a situação por aí só parece piorar.

A região, mesmo em seus momentos de aparente calmaria, é sempre uma bomba prestes a explodir.

E explode, ocasionalmente.

Ontem, a polícia agiu respondendo à uma denuncia sobre grande quantidade drogas sendo traficadas no local.

Na ação, não houve uso de armas de fogo pelos policiais, mas um disparo vindo da multidão acabou atingindo um PM, que acabou sendo levado ferido para a Santa Casa.

A região da cracolândia é uma vergonha para a cidade de São Paulo, mas a solução para o problema, postergado e postergado pelas autoridades no plantão, parece não vir jamais.

Canalhas pragmáticos como o ex prefeitozinho não faltam, prometendo soluções mirabolantes em troca de votos.

Usar o cruel destino de usuários ou a ganância de traficantes como trampolim para conseguir cargo político, afinal, não é uma das piores coisas que esses sujeitos estão acostumados a fazer.

E nada acontece.

A cracolândia se parece, cada vez mais, com uma praça de guerra.

Ou com as praças imundas de Paris invadidas por terroristas islâmicos.

A solução simples seria um pelotão de fuzilamento para a base da questão: os traficantes, essa raça deplorável.

Tolerância zero para com o tráfico.

Naturalmente, não irá acontecer nunca.

Afinal, imaginem a frustação e irritação dos playboyzinhos da classe média e outras caso acabasse o tráfico que eles próprios alimentam?

Não, nada disso.

Enquanto isso, na ponta de baixo desse processo, longe dos olhares dos jornalistas enevoados e intelectualóides de boteco, quem sofre mesmo são os pobres seres humanos que um dia tiveram o azar de cruzar com essa praga, o crack.

Ninguém liga muito -exceto os familiares e amigos- para essa dura realidade.

Melhor nem ver.

Afinal, nada que um baseado bacaninha não resolva.

Só pra relaxar.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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