São Paulo: um estado sitiado

Serviços públicos essenciais fechados até 30 de março: isolamento criminoso.

Todos os serviços públicos essenciais estão congelados e paralisados no Estado de São Paulo, até o dia 30 de abril.

Nenhum cartório aberto (eleitorais, registro civil, de protesto, etc) nenhum poupatempo, nenhum posto do TRE.

Nada.

Por ordem de dois facínoras: Agripino Doria e Covas.

O critério médico para estabelecimento dessa data não se conhece, nem deve existir algum.

Mas se imagina: a demência indisfarçável de um oportunista marqueteiro: Doria.

O chamado atendimento eletrônico, virtual, não resolve nada com urgência ou sem.

Atendimento telefônico, todos suspensos.

Nem pensar.

No caso do TRE, a irresponsabilidade é especialmente grave, já que os cidadãos que precisam recorrer ao auxílio de 600 reais do governo federal tem que estar com o título de eleitor regularizado.

E regularizar o título neste momento, em São Paulo, é praticamente impossível.

Um cidadão, por exemplo, que tenha uma única letra errada em seu título não consegue regularizar a situação e consequentemente não consegue se cadastrar no plano de auxílio.

Sem sequer atendimento telefônico, que poderia orientar os cidadãos, essa corja que vive no mundo da lua afirma que o atendimento via web resolverá.

Para quem?

Se mesmo para peritos em internet é difícil navegar por esse sites mal construídos, nebulosos e confusos da receita federal ou tre, fica a pergunta:

Que tipo de solução de merda é essa para pessoas simples, pobres, com pouco acesso e conhecimento, que mal sabem ler, escrever ou entender o que está escrito?

Como irão receber um auxílio mais do que necessário pra colocar comida na mesa com essa ferramenta, a única que existe hoje?

Não vão.

Agripino e Covas sabem bem disso.

Essa deve ser mesmo a ideia insana e reveladora da sociopatia de ambos: prejudicar um programa de benefício que não é deles, é de Bolsonaro.

Acima de qualquer sentimento humanitário, estão seus interesses políticos.

E só.

Enquanto nas casas e empresas de Doria todos os funcionários continuam a trabalhar, ele impede o cidadão comum de seu direito mais elementar.

Nas ruas de São Paulo, blitz policiais intimidam o cidadão que ouse desafiar o ditador de opereta.

Os planos do pequeno ditador -ou do anormal que mandou fechar tudo dessa forma- que governa São Paulo e seu cúmplice,o prefeito, para acabar com a economia do Estado são verdadeiramente um crime.

Mesmo como leigo em leis -e que algum jurista confirme ou não- acredito que ambos estão cometendo vários crimes contra a ordem pública, contra o direito dos cidadãos, contra a economia, contra a pátria.

Anticonstitucionais, inclusive.

De onde foi que tiraram o poder para isso?

É preciso que o governo federal acione a justiça e enquadre esse e outros governadores do país que estão agindo dessa forma, criando um verdadeiro poder paralelo.

Enquadre duramente.

Ou não sobrará pedra sobre pedra do que outrora foi o Estado de São Paulo.

Ou do que foi o Brasil.

Já passou e muito o tempo de brincar de democracia ou de diplomacia.

*Em tempo: quantas pessoas serão prejudicadas cruelmente -diretamente ou não- por esse isolamento político?

Façam as contas, se puderem.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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