Covas: piada pronta em tempos de crise

Aglomeração e contaminação em transporte: a brilhante estratégia do prefeito de São Paulo

Se existe algo que a cidade de São Paulo não merece, para além da ‘administração’ -se é que podemos chamar assim- do governador marqueteiro João Agripino Doria, é a incompetência absoluta do prefeito Bruno Covas.

Obcecado com o trânsito de veículos na cidade, como se eles, os carros, fossem os terríveis transmissores do covidão, o prefeito faz o que pode e o que é contra a lei para impedi-los de circular.

Sua última façanha, o rodízio forçado para placas ímpares, pares e desemplacados em geral estava fadado ao fracasso desde o minuto de sua concepção.

Claro.

Quem imaginaria que o povaréu, impedido de circular em seus carros, simplesmente se curvaria à vontade do ditadorzinho e ficaria em casa choramingando?

Ninguém.

O povo, desesperado por trabalho -para levar comida pra casa e pagar conta atrasada- correu para o metrô ou para o transporte público.

Zeloso, e já prevendo a situação, o prefeito aumentou a frota de ônibus na cidade, permitindo assim que o cidadão paulista se aglomere e se contamine feliz, empilhado e esmagado dentro deles.

Assim, o cidadão que antes andava sozinho dentro de seu carro agora pode se contaminar dentro do transporte público, que aliás dá mais lucro à prefeitura.

Tudo pelo social, não é mesmo?

Quando, um dia, resolverem criar um prêmio Guiness de recorde em ações desastradas nessa pandemia, Covas ganha sozinho.

E disparado.

Enquanto isso, ocupado em difamar o presidente, João Agripino Doria reclama do churrasco de Bolsonaro no Twitter.

E diz que o presidente prefere se preocupar com churrasco e não com a saúde do povaréu, como ele, Doria, que tão zelosamente cuida da dos paulistas.

Na realidade, o que Doria prefere mesmo é processar e intimidar os que o criticam, como eu e Yara em nosso canal.

Ou em fazer marketing.

Ou em ir vendendo o patrimônio paulista, como o contrato de concessão de rodovias PiPa - Piracicaba Panorama, por 14 bilhões de reais, que anunciou hoje no twitter..

A empresa que assinou o contrato, naturalmente, não é citada.

E em fazer churrasco com a carne e sangue dos paulistas que ele impede de ganhar o pão de cada dia.

Não fosse trágica para a cidade e o Estado de São Paulo, a atuação dessa dupla -Doria/Covas- seria uma comédia.

Mas não é uma comédia.

Que o digam os cidadãos obrigados hoje a se acotovelarem nos ônibus e no metro.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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