Netflix, rede do ódio e lavagem cerebral

Mesmo sendo um cinéfilo assumido, não costumo escrever sobre filmes, normalmente.

Mas -uma exceção- o filme polonês Rede do Ódio, recém lançado pela Netflix, merece nossa atenção.

Lançado oportunamente quando o mundo discute a desinformação e as fake news como instrumento político, o filme é um relato minucioso -apesar de ficcional- das atividades de agências especializadas em forjar e espalhar mentiras nas redes sociais a mando de partidos políticos.

Até aí, vale.

Daí pra frente, algumas considerações são importantes, e mostram a influência da esquerda na cultura mundial e a verdadeira lavagem cerebral que promovem, incansávelmente.

A máxima esquerdista de ‘acuse-os do que faz’ é a própria essência desse filme.

Trazido para a realidade brasileira, ou norte americana, o filme deve ser assistido num espelho, com tudo invertido.

Explico: ali, as redes de ódio são de conservadores, cruéis e mentirosos, destruindo seus adversários políticos ‘liberais’ e bacaninhas, artistas e empresários sensíveis e cultos.

A tática dessas agências e seu modus operandi é descrita e desenvolvida no filme com perfeição -e por isso o filme vale ser assistido- só que com os papéis invertidos.

Pode ser aplicado perfeitamente ao que vimos no depoimento de Hans River no circo da CPI das Fake News aqui no Brasil, onde é descrito o funcionamento da produção de mentiras na campanha de Fernando Haddad.

Ou pode aclarar, para o bom entendedor, o caso de Adélio Bispo dos Santos, onde a suja estratégia de fabricação de mentiras acabou gerando uma tentativa de homicídio na vida real.

Homicídio que, se bem sucedido, mudaria a história política do Brasil.

No filme, o único ‘crime’ dos liberais, envolvidos com a islamização da Europa, é a sexualidade, ou a homossexualidade escondida a todo custo dos fascistas, para que não seja -e é, no caso- usada como arma.

Interessante a proximidade com o manual comunista de vitimização das minorias, não é mesmo?

Os conservadores são descritos e colocados no filme como um bando de brutamontes agressivos espalhados pelas ruas agredindo e quebrando tudo.

Exatamente o que vimos aqui e nos EUA, com os Black Blocs ou Antifas.

Da esquerda.

Novamente, a inversão absoluta da realidade conhecida por todos nós.

O roteiro invertido é de um novato no ramo, Mateusz Pacewicz, e a direção de Jan Komasa, relativamente conhecido por outro filme, Corpus Christi.

No roteiro, ainda, há uma referência nítida à polêmica acusação à rede de Zuckerberg de ter contribuído para a campanha de Donald Trump em 2014.

Como não poderia deixar de ser, consta que o longa ganhou um prêmio -desses politicamente corretos- como o Melhor Longa Internacional do Festival de Cinema de Tribeca de 2020.

Tribeca, diga-se de passagem, é um premiador de filmes independentes que está em Manhattan, reduto principal dos esquerdinhas iluminados dos EUA.

Entende-se.

O filme talvez seja, pela sua exposição didática das práticas sujas de agências de mentiras encomendadas, mais um tiro no pé da própria esquerda.

Pois expõe suas próprias táticas cirurgicamente, atribuindo-as ao outro lado, acreditando que assim consegue mudar seu currículo sujo.

Funciona, talvez, para alguns espectadores miolo mole, completamente alienados.

Vale ser visto ao contrário.

É a esquerda denunciando a si mesma.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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