O rei das caneladas

De mágicos e ilusionistas ladrões e corruptos o povaréu está cheio, saturado

E lá vinha, feliz, o presidente do Brasil pilotando uma moto -coisa que adora fazer- perto da entrada do Palácio do Alvorada.

Poucas pessoas por ali naquele sábado de manhã, ambiente sossegado.

Bolsonaro parou, comentando sobre a moto: ‘Ainda compro uma dessas…’

Neste momento um sujeito se dirigiu ao presidente e fez não uma pergunta -como afirmou depois a imprensalha- mas uma provocação: ‘Sabe onde tá o Queiroz, Bolsonaro?’.

A tal pergunta se referia ao ex assessor de Flavio Bolsonaro envolvido em denúncias de movimentação suspeita de grana, processo suspenso até novembro.

A provocação irritou o presidente, que respondeu na lata: ‘Tá com sua mãe.’

E se mandou com a moto, feliz novamente.

O sujeito ficou por ali, atordoado, e sofreu com a ira de algumas pessoas que presenciaram a cena.

Presidentes controversos não faltaram ao país.

De Janio Quadros -aquele da vassourinha que varreria a corrupção do país e que acabou em renúncia- até a tresloucada dilmaroussef, frases enviesadas voaram aqui e ali.

De Jânio, irritado com a burrice alheia e perguntas idiotas:

‘Bebo-o porque é líquido, se fosse sólido comê-lo-ia.’

Ou: ‘Intimidade demais provoca duas coisas que odeio: filhos e aborrecimentos.’

Outro presidente, na história mais recente, o empoado boneco inflável da rede globo fernando collor, se saía bem em discursos mas rapinou o povaréu logo de cara, nos primeiros dias de seu governo.

Declarou, orgulhoso, que ‘tinha aquilo roxo’, o que acabou mesmo não adiantando nada, quando finalmente, impechado, tomou um pé na bunda da sociedade.

lula, o vigarista hoje engaiolado, proferiu uma quantidade de asneiras invejável e quase ilimitada.

Deixando de lado as mentiras que expelia frequentemente, ainda era capaz de mandar a PF que o importunava pelos roubos que cometia ‘enfiar no cu’ suas suspeitas.

Ou, num de seus arroubos etílicos, afirmar que contava com as mulheres de ‘grelo duro’ do partido que o endeusava.

dilma roussef, o poste sem luz, é hours concours.

É quase uma covardia listar o besteirol despejado pela ‘posta’.

Cada discurso vinha recheado de atrocidades, como o ‘estoque de vento’, a ‘saudação à mandioca’ ou o ‘cachorro atrás da criança’.

Enfim, Bolsonaro é assim mesmo e, ao que parece, não mudará, para desespero dos que querem um presidente politicamente correto.

Como temer, por exemplo, que eu quase ia esquecendo.

Educado, elegante, gentil, dono de um discurso impecável…

E aliado aos maiores bandidos da história tupiniquim.

Não acabou na jaula com lula por sorte e por enquanto.

FHC idem.

Postura impecável, discurso sedutor... e frequentador assíduo dos porões mais imundos deste país.

De mágicos e ilusionistas ladrões e corruptos o povaréu está cheio, saturado.

Por isso elegeu Bolsonaro.

Que sempre falou sua língua -e continua- sem embromar.

E que, de vez em quando, dá suas caneladas.

Sem dó.

A esquerdalha que pire e roa as unhas dos pés.

Sempre podem se consolar lendo as cartinhas da prisão de lula.

É o que lhes sobrou, nada mais.

*em tempo, me esqueci de João Figueiredo, que disse certa vez gostar mais do cheiro dos cavalos do que o cheiro do povo.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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