O circo do STF

Comunidade Internacional: quem quer fazer negócio com bandido?

Vale lembrar, enquanto acompanhamos o teatro no STF, algo inédito talvez no mundo (juízes de uma alta corte se reunindo para mudar pela quinta vez a lei com o objetivo político de soltar um criminoso condenado e preso), quem foi que levantou essa lebre.

Ou quem engatilhou as ADC’S (Ações declaratórias de Constitucionalidade) que, aceitas por Toffoli, foram as responsáveis por essa farsa encenada com a pompa de sempre.

E o dialeto de sempre- exceção seja feita à Barroso e Fux.

A ADC 54 foi pedida pelo Partido Comunista do Brasil.

Precisa de algum comentário?

A ADC 43 pelo Partido Ecológico Nacional.

Também sem comentários possíveis, se é que algum de nós já ouviu falar desse nanico.

E se é que tem alguma relevância.

A terceira, ADC 44, é talvez a mais vergonhosa, foi pedida pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Significa simplesmente que a classe que mais deveria lutar com dignidade pela aplicação da justiça e respeito à Constituição é a que luta para destruí-las.

Não à toa, o respeito da população pela OAB é algo abaixo de zero no país.

Barroso e Fux, em seus votos, afirmaram com ênfase o quão importante é o respeito da comunidade internacional para qualquer país civilizado.

Respeito que se traduz em negócios, desenvolvimento e crescimento.

Afinal, ninguém que fazer negócio com bandido.

E o Brasil vai mal, muito mal, nesse caso de percepção de corrupção no mundo.

Como disse Barroso, mesmo com a Lava Jato, o Brasil, entre 180 países, está na lista dos mais corruptos, em centésimo quinto lugar.

Acima apenas de 75 deles, os piores nesse quesito.

E, se dependesse apenas de ministros superpoderosos e impunes como gilmar mendes, marco aurélio de mello, lewandowski ou rosa weber (que no momento em que escrevo acaba de dar seu voto vergonhoso contra a prisão em segunda instância) o país estaria certamente em último.

Em nenhum desses ministros se nota interesse real pelo Brasil, para além de seus discursos patéticos e vazios.

Não são nada brasileiros, nada de amor ao seu país.

O juiz chamado de laxante, gilmar, por exemplo, mora praticamente em Portugal, para onde vai doze vezes por mês.

E tem um patrimônio de 20 milhões de reais, sobre o qual não presta contas a ninguém, provavelmente.

Enquanto o Brasil estiver subjugado a essa espécie de poder supremo, atrasado, duvidoso e impune, que muda leis e a Constituição como e quando quer (como citou Barroso), não há como seguir em frente com ordem, justiça e desenvolvimento.

O STF é literalmente, um passo pra trás, sempre, na recente história deste país.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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