O lado negro da lei

O STF não tem limites nem freios

A vergonhosa sessão do STF que assombra o país -mais uma- e pretende acabar com a prisão em segunda instância escancara uma realidade cruel e expõe um sistema judiciário dedicado a julgar e condenar severamente os pobres e gerar impunidade absoluta a criminosos ricos.

Não existe a menor possibilidade, diante do país e do mundo, de disfarçar o real e sujo objetivo de todas essas mudanças na lei, que passam por cima da Constituição.

Não importa, realmente, se é primeira ou segunda instância, ou se criminosos políticos e seus asseclas -verdadeira praga- são culpados ou não, ou se estão sujeitos à lei como qualquer brasileiro.

Nada disso importa.

A sensação que restará para o mundo é que, para evitar a prisão dos parceiros, o STF não estabelece limites.

Caso a negação da prisão em segunda instância -se transformada em lei- não seja suficiente, os 11 ilustres inventarão a terceira, motivados por ADC’s do Partido Comunista ou da Ordem dos Advogados, como foi o caso neste momento negro.

Ou a quarta.

Ou a quinta.

Ad infinitum.

Não há mais como disfarçar isso, nem pretender que com a algaravia de discursos como o de rosa weber o sol seja tapado com uma peneira suja e gasta.

Qualquer um, hoje, nas ruas do Brasil, do frentista do posto de gasolina ao empresário, conhece muito bem os personagens dessa história sórdida.

Os protagonistas desse teatro não negam, jamais, suas origens, e as origens de seu pretenso poder, exercido com o devido descaramento e desprezo pela opinião pública.

E desprezo pelos mais elementares conceitos de ética ou moralidade.

É o caso de rosa weber, ministra do TST de 2006 a 2011, indicada pelo criminoso lulada silva, e posteriormente indicada por dilma roussef, a posta, para o cargo de ministra do STF em 2011, que ocupa até hoje.

Assim, o voto dessa senhora é o voto de lula, para lula.

Nada mais.

Hoje, por aqui, duas forças batem de frente: a da Lava Jato, operação de combate à corrupção elogiada em todo o mundo e considerada pelos brasileiros (a maioria absoluta do povo) como um patrimônio e, no outro lado, uma gangue de corruptos da política e da sociedade que se protege a qualquer custo, despejando toneladas de grana por aí para obter a impunidade que estão prestes a perder.

Como citou brilhantemente Barroso, não é de pobres que se trata.

Se trata -e veremos isso no resultado dessa votação absurda- de encarar e escarnecer da vontade de toda uma nação, e desafiá-la.

E dar um vitória porca a um sistema corrupto que levará fatalmente o país ao atraso nos próximos anos, longe, muito longe dos países civilizados.

O Brasil será considerado -com razão- uma chacota jurídica por qualquer um que tenha um mínimo de bom senso.

Esse é o dilema dos que hoje sentam nas onze cadeiras do STF.

Afundar ou não todo um país nesse lado negro da lei, que vem direto dos porões onde se negocia a liberdade e impunidade com grana roubada do povo que trabalha.

Que reflitam.

Esse caminho não tem volta.

E leva ao limite.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

Apoie a independência do nosso trabalho. Colabore com qualquer valor acessando: apoia.se/marcoangelifull

Mais de marcoangelifull

Comentários

Mais em Política