O atentado de Chanteloup

Centro cultural dirigido por brasileira próximo a Paris é destruído por terroristas

Funcionava até ontem, na cidade de Chanteloup-les-Vignes, a cerca de 50 km de Paris, a Compagnie des Contraires, um centro cultural e circo escola dirigido por uma brasileira, Neusa Thomasi.

Cuidada com carinho há mais de dez anos, a organização funcionava em novas instalações que substituíram a antiga tenda de circo.

No local eram ministradas oficinas de arte, música, atendendo principalmente crianças da região que é de população predominantemente muçulmana.

Ontem, a partir das 21 horas local, a cidade foi atacada por terroristas que emboscaram inclusive policiais e bombeiros, já que houveram ataques e incêndios em lojas de conveniência e depósitos de lixo.

Foram mais de 30 homens encapuzados, espalhando o terror e deixando um rastro de destruição.

O Centro de Artes Cênicas e Circo da Chanteloup foi incendiado e completamente destruído.

Foto de Fatima Noya
Foto de Fatima Noya
O Circo de Chanteloup no início deste ano, durante a oficina da artista Nita Saideles...

Foto Le Parisien
Foto Le Parisien
E hoje, completamente destruído.

Muito mais do que o patrimônio de 640 mil euros, a lamentável ação terrorista destruiu um importante centro de cultura para crianças e jovens, onde eram ministradas oficinas e workshops com artistas de todo o mundo.

No início deste ano, por exemplo, a artista plástica brasileira Nota Saideles promoveu uma oficina no circo, ensinando técnicas de pintura e criatividade.

Foto de Fatima Noya
Foto de Fatima Noya
A artista plástica Nita Saideles em Chanteloup, na oficina de arte.
Foto de Fatima Noya
Foto de Fatima Noya
Nita Saideles e Neusa Thomasi, diretora do Centro de Artes Cênicas em Chanteloup

A oficina foi um sucesso, e já se planejava a segunda edição.

A atriz e dubladora brasileira Fatima Noya organizava também uma oficina de técnicas de dublagem que ocorreria no início de 2020.

O ataque foi condenado por artistas da região -e são muitos- revoltados com a insanidade e violência desses ‘guerrilheiros’ sem causa.

O prefeito Jean-Jacques Brot condenou o ataque com termos fortes, que ‘priva a população de um local de cultura preciosa e reconhecida.

Foto de Fatima Noya
Foto de Fatima Noya
A região de Yvelines, reduto de artistas

Não foram ainda identificados os autores, mas com certeza estão relacionados com os movimentos radicais que vem assolando a França e especialmente Paris com seu vandalismo e violência, resultado direto do governo frouxo, globalista e de esquerda de Macron, aquele mesmo que é bom para criticar as queimadas da Amazônia mas não consegue combater o mal em seu próprio país.

Numa alusão macabra, internautas franceses descreveram ontem a cidade de Chanteloup que queimava como a ‘Gotham City’ francesa, cidade do Coringa.

O que importa realmente é que cerca de 450 crianças que eram atendidas e recebiam cursos ali deixarão de ser atendidas.

Um dia triste para a cultura, que perde uma iniciativa importante.

E para o mundo, além da França, que observa impotente essa onda de violência e desumanidade se espalhar como uma peste.

Na França ou na América Latina -vide o Chile- essa praga sobrevive e atua, de mãos dadas com a esquerda e com o globalismo.

marcoangelifull

publicitário, artista plástico e cidadão

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